“Todos os momentos são brilhantes diamantes”
A manhã começa com o tocar do despertador, o difícil despertar que se faz sentir nos pés que encontraram o chão após o levante. A rotina higiênica..faz isto, faz aquilo, faz isto, faz aquilo... e siga!
O caminho para o trabalho é todo ele calculado. Hoje decidi o silêncio. Não há rádio, nem música, nem chamadas. Hoje dedico ao meu silêncio! Tenho 45 minutos para pensar na noite relaxada que tive e em como estava quente a cama, os lençóis macios e as remelas e baba que deixei para trás. o barulho do motor é a minha banda sonora, o amanhecer o meu núcleo paisagístico.. entretanto a mente fugaz chega ao hospital (antes de mim), quantos doentes estarão? Terão passado bem a noite? Alguém descompensou? Alguém terá morrido? Conseguiram os colegas descansar?
A chegada faz-se sentir ao passar pela urgência geral e calcular o caos. Vamos lá senhores matemáticos. Quantas ambulâncias? Quantos doentes no exterior? Quantos se conseguem ver no interior? E táxis? O número é proporcionalmente direto ao número do caos!
Bravo! Brava!
“Tic, tic, tic, ti-ti-ti”. Pico o ponto! Rumo ao 3. Óleo de alfazema. Massaja as têmporas. Inspira. Sê grata! É mais um dia!
(19/01/2021 in Diário de uma enfermeira Saturada)
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