Entre a dor e a fé
Podia dizer que [ela] sofre
Mas só espelho o meu,
Porque cuido compassivamente de um corpo que é teu.
Mas só espelho o meu,
Porque cuido compassivamente de um corpo que é teu.
Muito frágil e debilitada
Recebe-me com um sorriso escondido
Por detrás da máscara entalada
Segurando, na ombreira, o tronco combalido.
Anda devagar com as suas “3” pernas
Avança a Esquerda, a direita, para. Bengala.
Avança a Esquerda, a direita, para. A bengala.
Ahh…Parece música que embala
Mas é somente o som da força e resiliência internas.
E subitamente ela geme, encolhida,
Torcida, tentado gerir as dores da vida.
Ela suplica por D. Ismael,
Inspira, e depois, pelo arcanjo Miguel.
“Eles ajudam”. Garante.
Às vezes, demora a vir. Ela está distante.
Mas se há um jeito de isso passar,
Que venha logo pra me aliviar.
Enquanto isso, repito o louvor:
“Eu sou luz, eu sou paz, eu sou amor!”
- Ai, que tormento, que dor que sinto!
O peito aperta, a perna para, não minto…
…lembrei do amuleto, guardado tão bem,
Corri a buscá-lo e pu-lo no sutiã…Amém.
De repente…um calor.
Como se afastasse toda a dor.
Com a sorte no peito e a fé na mão
A aflição acalma, então.
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