Nunca se viram tantas pétalas

Nunca se viram tantas pétalas 
As de jarra e sem ela
Espalhadas pelo quarto, escutando,
Ambas partilham o oxigénio quando,
As outras flores nem se lembram que respiram.


Ambas brancas e leves
Como as suaves neves,
Carregam história desde sementes
Afinal não são assim tão diferentes.
Fazem-se acompanhar, hoje, de tulipas roxas

Elas, as outras flores, são a cortisona das brancas,
Dão ânimo, são gentis e suaves;
Dão robustez, e apetite
Não é sempre, nem é nunca
Mas é aquilo que pode ser.

A flor alva 
Escreve sobre ela
Quer deixar o dito por dito,
Sem especulações ou infortúnios. 
Deixou o dito por dito.


Cheira a orange Blossom
Luminosa e débil.
O ar passa pela cânula 
Haaaah…Expulsa dióxido, desabafos, tristezas.
Fuuuuh…inspira renovação, renascimento, reconciliação

Assim é a vida das flores, das pétalas brancas
E nunca se viram tantas pétalas.


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